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Índices no Neuro-MEP.NETω

O software de EMG e PEs Neuro-MEP.NETω contempla índices consagrados para a avaliação neurofisiológica de seus pacientes. Eles estão integrados aos estudos de condução motora e sensitiva e para utilizá-los não é necessária qualquer licença adicional além da EMG. A seguir, veja como encontrá-los e também como configurar alguns deles. Caso enfrente qualquer dificuldade, sinta-se à vontade para acionar nosso Suporte Técnico através do WhatsApp +55 11 91576-7815.


OBS: post escrito com base na versão 4.5.4.0. Entre em contato para verificar a possibilidade de atualizar seu software!


→ Quais índices encontrará neste post?


Índice de Latência Terminal


O Índice de Latência Terminal está “escondido” dentro da tabela de Parâmetros Adicionais. Para visualizar essa tabela, abra um teste de condução motora (VC Motora) entre no menu superior “Ver → Tabelas de análise” e escolha “Parâmetros adicionais”. Caso queira que esse layout seja replicado aos outros testes de VC Motora volte ao menu “Ver → Aparência das janelas” e escolha “Gravar aparência...”.

As informações da tabela “Parâmetros Adicionais” ficarão visíveis se todas as distâncias de condução estiverem presentes, incluindo a distância de condução distal (vide Imagem 1 abaixo).


Índice de Latência Terminal no teste de condução motora do nervo Mediano
Imagem 1: Índice de Latência Terminal no teste de condução motora do nervo Mediano.

Índice Split Hand


Assim como o Índice de Latência Terminal, o Índice Split Hand está escondido na tabela Parâmetros adicionais, portanto, siga os passos do índice anterior para deixar essa tabela visível.

Envolvidos nos cálculos desse índice, estão as Amplitudes Pico-a-pico das conduções motoras distais do Abdutor Curto do Polegar, Abdutor do Mínimo e 1° Interósseo Dorsal. Logo, esses testes devem estar concluídos para que esse índice se torne visível, caso contrário, a tabela mostrará apenas o índice de latência terminal.

OBS: para esse cálculo, o software identifica a fonte dos dados (testes do APB, ADM e IOD) com base no ponto de captação configurado em cada teste. É possível que, mesmo com todos os CMAPs registrados, o índice não apareça por conta de captações diferentes das esperadas pelo software nesses modelos de teste. Caso isso aconteça, acione nosso Suporte Técnico! (+55 11 91576-7815)


Índice Split Hand no teste de condução motora do nervo Mediano com captação no APB
Imagem 2: Índice Split Hand no teste de condução motora do nervo Mediano com captação no APB. Note que os testes motores do nervo Ulnar no ADM e no IOD também estão presentes.

 

Relação Sural / Radial (SRAR)


Tendo sido registrados os Potenciais de Ação Nervosos do nervo Radial e do nervo Sural, o software se encarrega de realizar o cálculo dessa razão de amplitudes. Ela aparece na mesma tabela "Potencial de ação nervoso" usada para avaliar a velocidade de condução sensitiva (Imagem 3).

Caso essa coluna não apareça em seu software, confirme que a visibilidade dela esteja como "Visível se não vazio". Para ver isso, clique com o botão direito do mouse em cima da tabela em questão e escolha "Ajustar visibilidade de colunas...". Se ainda não aparecer, acione nosso Suporte Técnico: provavelmente as captações utilizadas em seus modelos de teste não são as esperadas pelo software.

Imagem 3: SRAR no teste de condução sensitiva do nervo Sural.
Imagem 3: SRAR no teste de condução sensitiva do nervo Sural.

Índice Sensorial Combinado (Robinson Index)


O Neuro-MEP.NETω nos oferece a praticidade de realizar num mesmo teste o registro de todas as curvas necessárias para o cálculo do Índice de Robinson! (veja no print abaixo)

Para utilizá-lo, abra o teste de condução sensitiva (VC Sensitiva) Índice Sensorial Combinado, o qual já está configurado para realizar todos os registros e cálculos. Caso não tenha esse teste ou ele não esteja funcionando direito, baixe o modelo de teste aqui e importe ele em seu software seguindo as instruções neste artigo (Como carregar Modelos de Testes, Captações e Modelos de Exames). Caso prefira, acione nosso Suporte Técnico!

No teste mencionado, a ordem dos registros é:

N

Nervo

Captação

Estimulação

1

Mediano

1º dedo

Punho

2

Radial

1º dedo

Punho

3

Mediano

4º dedo

Punho

4

Ulnar

4º dedo

Punho

5

Mediano

Punho

Palma

6

Ulnar

Punho

Palma

Obs: é possível fazer tanto a estimulação ortodrômica quanto antidrômica sem qualquer prejuízo operacional a esse teste.


Na Imagem 4 abaixo, observe que à medida que cada par comparativo é registrado, sua diferença de latência (Lat diff) é calculada e incluída no cálculo do índice (CSI) na última coluna da tabela.

Para configurações e troubleshooting veja as instruções após o print.

 

Índice Sensorial Combinado - tabela e teste de condução sensitiva
Imagem 4: Índice Sensorial Combinado - tabela e teste de condução sensitiva.

Configurações e troubleshooting do CSI:

  • Se a tabela de Índice Sensorial Combinado não estiver visível, siga o caminho “Ver → Tabelas de análise → Índice Sensorial Combinado”;

  • Assim como o Índice Split Hand, o cálculo do CSI precisa de captações específicas configuradas no teste. Caso ele não consiga “puxar” os valores corretamente, acione nosso Suporte Técnico!

  • Caso o índice não esteja sendo calculado é necessário ligar o cálculo dentro das configurações do modelo de teste. Para isso, vá em “Configurar → Modelos de teste → Personalizar” e navegue até o teste de VC Sensitiva em questão. Dentro dele, no menu “VC Sensitiva”, ative o cálculo do índice (Imagem 5 abaixo) e clique ok.

Opção que ativa o cálculo do Índice Sensorial Combinado dentro das configurações de um teste de condução sensitiva
Imagem 5: Opção que ativa o cálculo do Índice Sensorial Combinado dentro das configurações de um teste de condução sensitiva.

 

Índice de Polineuropatia Diabética


Parecido com o Split Hand, o Índice de Polineuropatia Diabética utiliza uma cadeia de testes específicos para ser calculado, os quais também utilizam de captações específicas para referenciar os parâmetros. Para fins de praticidade, todos os testes necessários estão reunidos no Modelo de Exame (“Rotina” ou “Protocolo”) nomeado como “Polineuropatia Diabética”. Disponibilizo aqui a Rotina para ser importada no software.


Modelo de teste rotina protocolo com os testes necessários para o cálculo do índice de polineuropatia diabética
Imagem 6: Modelo de teste (Rotina / Protocolo) que contempla todos os testes necessários para o cálculo do Índice de Polineuropatia Diabética

Relembre abaixo os estudos e parâmetros envolvidos no cálculo deste índice:

Estudo

Captação

Parâmetro

VC sensitiva

n. Sural

Amplitude

VC sensitiva

n. Sural

Velocidade

VC sensitiva

n. Fibular Superficial

Amplitude

VC motora

m. Extensor Curto dos Dedos, n. Fibular

Velocidade

VC motora

m. Abdutor do Hálux, n. Tibial

Latência distal

Onda-F

m. Abdutor do Hálux, n. Tibial

Latência

Como todos os testes devem ser realizados bilateralmente, as janelas das conduções sensitivas podem contemplar ambos os lados de captação na mesma tela, para isso basta usar a função “Mudar lado” (Botão com duas setas no Litebox, menu superior “Teste” ou clique com botão direito do mouse na caixa “Montagem”) e siga realizando as aquisições na mesma janela de teste! Por outro lado, realizar os testes de VC Sensitiva em abas separadas também funcionará.

Para ver o Índice, vá no menu superior “Ver” e escolha “Índice de polineuropatia diabética...”. Uma janela abrirá conforme o print abaixo:


Índice de Polineuropatia Diabética no neuro mep net ω
Imagem 7: Índice de Polineuropatia Diabética.

Na base da janela é possível copiar essa tabela diretamente ao laudo através do comando “Copiar ao laudo”. Outra opção seria incluir essa tabela diretamente no Modelo de Laudo.


 

Motor Unit Number Index (MUNIX)


Um tipo de teste dedicado ao cálculo deste Índice existe no Neuro-MEP.NETω, ele pode ser encontrado dentro do grupo “MUNE” pelo ícone abaixo.

O requisito para a realização dele é o registro prévio da condução motora distal do mesmo músculo a ser avaliado. Ao abrir o teste de MUNIX e perceber a mensagem abaixo (Imagem 8, use o atalho na barra de ferramentas inferior para abrir o teste relacionado de VC Motora (atalho F3). Após o registro do CMAP, retorne ao teste do MUNIX.


Imagem 8: Mensagem no teste de MUNIX devido à ausência de CMAP base.
Imagem 8: Mensagem no teste de MUNIX devido à ausência de CMAP base.
Imagem 9: Atalho de teste de condução motora no teste de MUNIX
Imagem 9: Atalho de teste de condução motora no teste de MUNIX

Por conta da necessidade de registrar traçados em intensidades progressivas de ativação muscular, a operação desse teste foi pensada de modo a otimizar múltiplas aquisições de uma maneira fluida e intuitiva. Abaixo um breve passo-a-passo de sua operação:


  1. Registre o CMAP distal da Condução Motora do músculo a ser avaliado

  2. No teste de MUNIX, certifique-se que os eletrodos estão bem posicionados através da medição de impedância e da monitorização (linha de base)

  3. Inicie o registro através do botão de Estimulação Única.

    1. Aqui verá uma janela similar à da imagem 10

    2. Cada traçado terá no máximo 500 ms de duração (configurável) e, após gravado, representará um nível de ativação diferente

  4. Ao visualizar um traçado satisfatório na tela, aperte o botão de aceitar a resposta no Software (Botão 1) ou o botão OK em seu equipamento (Botão 2) para salvar o traçado na tela e reiniciar a gravação de um novo para uma ativação maior.

Botão 1
Botão 1
Botão 2
Botão 2

a. Dessa maneira, à medida que mais traçados para diferentes níveis de contração são gravados, o gráfico “ICMUC” será preenchido e calculará a curva de regressão linear em tempo real (Imagem 11)

  1. Ao gravar o último traçado, aperte Esc para fechar a Janela de Registro e ver os resultados nas janelas de análise. (Imagem 13)


OBS: A opção "Reiniciar automáticamente o registro" (Imagem 14) deve estar ativada em seu modelo de teste .

 

Imagem 10: 1º traçado a ser gravado na Janela de Registro/aquisição durante teste do MUNIX.
Imagem 10: 1º traçado a ser gravado na Janela de Registro/aquisição durante teste do MUNIX.
Imagem 11: 2º traçado sendo gravado no MUNIX. Perceba o gráfico se formando à direita.
Imagem 11: 2º traçado sendo gravado no MUNIX. Perceba o gráfico se formando à direita.
Imagem 12: 7º traçado sendo gravado no MUNIX. Perceba que cada traçado é representado por uma bola no gráfico, enquanto o traçado exibido é o losangulo.
Imagem 12: 7º traçado sendo gravado no MUNIX. Perceba que cada traçado é representado por uma bola no gráfico, enquanto o traçado exibido é o losangulo.
Imagem 13: Teste de MUNIX finalizado. Traçados gravados à esquerda, tabelas e gráficos à direita.
Imagem 13: Teste de MUNIX finalizado. Traçados gravados à esquerda, tabelas e gráficos à direita.
Imagem 14: Opção que ajuda a operação do teste de MUNIX.
Imagem 14: Opção que ajuda a operação do teste de MUNIX.

Este artigo te ajudou? Ficou com alguma dúvida ou tem alguma consideração? Conte-nos abaixo nos comentários e se preferir entre em contato conosco!


Referências:

COCITO, Dario; ISOARDO, Gianluca; CIARAMITARO, Palma; MIGLIARETTI, Giuseppe; PIPIERI, A.; BARBERO, P., et al. Terminal latency index in polyneuropathy with IgM paraproteinemia and anti-MAG antibody. Muscle & Nerve, v. 24, n. 10, p. 1278–1282, out. 2001.


MENON, Parvathi; KIERNAN, Matthew C.; YIANNIKAS, Con; STROUD, Jill; VUCIC, Steve. Split-hand index for the diagnosis of amyotrophic lateral sclerosis. Clinical Neurophysiology, v. 124, n. 2, p. 410–416, fev. 2013.


ROBINSON, Lawrence R.; MICKLESEN, Peter J.; WANG, Leilei. Strategies for analyzing nerve conduction data: superiority of a summary index over single tests. Muscle & Nerve, v. 21, n. 9, p. 1166–1171, set. 1998.


LEW, Henry L.; WANG, Leilei; ROBINSON, Lawrence R. Test-retest reliability of combined sensory index: implications for diagnosing carpal tunnel syndrome. Muscle & Nerve, v. 23, n. 8, p. 1261–1264, ago. 2000.


HEISE, Carlos Otto; MACHADO, Flávia Costa Nunes; AMORIM, Simone Consuelo de; TOLEDO, Sonia Maria de. Combined nerve conduction index in diabetic polyneuropathy. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 70, n. 5, p. 330–334, maio 2012.


NANDEDKAR, Sanjeev D.; BARKHAUS, Paul E.; STÅLBERG, Erik V. Motor unit number index (MUNIX): principle, method, and findings in healthy subjects and in patients with motor neuron disease. Muscle & Nerve, v. 42, n. 5, p. 798–807, nov. 2010.


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