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Variabilidade da Frequência Cardíaca no Neuro-MEP.NETω: Funções e Atualizações (Fevereiro 2026)

Nosso querido software Neuro-MEP.NETω ganha novas funcionalidades a cada atualização! Além dos exames de Eletroneuromiografia e Potenciais Evocados, ele também se destaca na avaliação do Sistema Autonômico para disautonomias através dos testes do Reflexo Cutâneo Simpático e da Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC), sendo este último o foco deste post.


Confira a seguir as novas funcionalidades e outras já consolidadas para nosso módulo de VFC, além de uma prévia ao final de quê está por vir. Para um tutorial inicial, assista este video em nosso canal do YouTube.




  1. Delta da Frequência Cardíaca (ΔFC ou ΔHR em inglês)


Após diversos pedidos à nossa equipe desde o Autonomic Masterclass 2025 em Bauru, incluimos no software, junto aos desenvolvedores, a medida da variação média da Frequência Cardíaca (ΔFC ou ΔHR).


Para adicionar essa medida em sua tabela, clique sobre ela com o botão direito do mouse (com o teste de VFC aberto), escolha "Alterar visibilidade de colunas..." e deixe "ΔFC" visível. Aperte OK para aceitar. Caso queira salvar esse layout para o futuro, abra o menu superior "Ver" → "Aparência das Janelas" → "Gravar aparência..." e escolha se deseja aplicar essa visualização para todos os modelos de teste de VFC.

Veja como funciona essa medição para cada teste de Ewing:


  • Teste basal e de Esforço Isométrico: ΔFC = FC máxima - FC mínima;

  • Testes de Valsalva e Ortostático: ΔFC = FC máxima - FC mínima, sendo "FC máxima" obtida pelo primeiro marcador e "FC mínima" pelo segundo marcador no ritmograma de intervalos R-R (Imagem 1);

  • Teste de Respiração Profunda: ΔFC = (ΔFC_1​ + ΔFC_2 ​+ ... + ΔFC_n​​)/n, sendo ΔFC_n a variação da FC para cada ciclo respiratório — cada um com 2 marcadores de mín e máx — n o número de ciclos respiratórios e ΔFC a média de todas as variações de FC para todos os ciclos (Imagem 2).


Imagem 1: cálculo de Δ HR para o teste de Valsalva
Imagem 1: cálculo de Δ HR para o teste de Valsalva
Imagem 2: cálculo de Δ HR para o teste de Respiração Profunda
Imagem 2: cálculo de Δ HR para o teste de Respiração Profunda

Referências:

EWING, D. J.; CLARKE, B. F. Diagnosis and management of diabetic autonomic neuropathy. BMJ, v. 285, n. 6346, p. 916–918, 2 out. 1982.

Maciel, Benedito Carlos; Gallo-Jr, Lourenço; Schmidt, André; Marin-Neto, José Antonio. I – Avaliação da Função Autonômica Cardiovascular em Indivíduos Saudáveis. Arq. Bras. Cardiol., v. 122, n. 12, e20250111, dez. 2025.



  1. Visualização do ritmograma de intervalos R-R


Precisa ajustar o zoom do gráfico? O MEP.NET conta com alguns comandos que deixam a identificação dos intervalos R-R mais prática e a navegação dentro do gráfico mais rápida! Abra seu software para testar os comandos abaixo ou assista o vídeo em cada item para vê-los em ação.


  • Ampliar/Zoom:

    • Comando: Shift + Click + Arrastar

    • Funcionamento: Segurando "Shift", clique com o mouse e arraste para definir a área de ampliação no gráfico. Solte para aplicar o zoom. Faça o mesmo comando preenchendo qualquer canto superior para resetar o zoom.


  • Mover:

    • Comando: Alt + Click + Arrastar

    • Funcionamento: Segurando "Alt", clique com o mouse e arraste para mover a área visível do gráfico.

  • Ajuste manual de escalas:

    • Comando: Click (botão direito) → "Ajustar escalas..."

    • Funcionamento: use o diálogo de "Ajuste de escala" para definir manualmente os limites horizontais e verticais ou para ativar a escala default, deixando o software escolher os melhores limites para contemplar todos os intervalos.



  1. Comunicação entre traçados e ritmograma


Nesta última atualização, uma importante função de qualidade-de-vida conecta a interação com os traçados (janela de revisão) ao gráfico de intervalos R-R (ritmograma) e vice-e-versa.

Ao clicar em um marcador R no traçado, o ponto equivalente a seu intervalo R-R fica iluminado em amarelo no ritmograma. O caminho reverso também é válido: ao clicar em um ponto no ritmograma, sua onda R equivalente é exibida na tela e seu marcador R fica selecionado (mais escuro).


Veja isso em ação:




  1. Reposicionamento automático de ondas R


Caso, por qualquer motivo, precise que o software recalcule a posição dos marcadores de onda R em um traçado, agora ficou bem fácil!

Para isso, basta clicar com o botão direito em cima do traçado que deseja e escolher a opção "Reposicionar ondas R automaticamente".




  1. Inserir Pressão Arterial semiautomaticamente


Os modelos de teste de VFC permitem definir em quais momentos serão inseridas as medidas de Pressão Arterial (PA) do paciente em relação a cada teste de Ewing, sendo possível inserir ao início e/ou ao final.

Para entender como configurar o teste e como trabalhar com essa função veja o vídeo a seguir:




  1. Tratamento manual de artefatos e extrassístoles: uma prévia do que está por vir


No módulo de VFC do software de ECG da Neurosoft, Poly-Spectrum.NET, a marcação de batimentos é composta pelo posicionamento do marcador para determinação temporal e pela classificação do batimento como normal, incerto, ventricular, supraventricular, fusão e "paced" e prematuro ou não prematuro.

A classificação ajuda o software a identificar quais dados devem ficar de fora das análises e medições, tanto no domínio do tempo quanto da frequência. Entretanto, não basta somente deletá-los do traçado: é necessário um método, por parte do software, para lidar com o "vazio" que esses dados deixam.

O Poly-Spectrum.NET lida com esse vazio através de um ritmograma auxiliar "RRNN", o qual, ao invés de exibir todos os intervalos R-R tal qual o ritmograma inicial, exibe somente os intervalos R-R dos batimentos classificados como normais. Os valores faltantes dos intervalos R-R são, então, preenchidos através da interpolação dos R-R imediatamente antes e depois.

Pode-se argumentar que uma das medidas mais afetadas pela presença de artefatos é a Análise Espectral, seguida em próximidade pelas medidas do domínio do tempo, como os Índices e as medidas SDNN e RMSSD. Alterar o sinal de VFC sem entender como suas análises são influenciadas pelos artefatos, significa correr o risco de gerar medidas errôneas ou ainda de desperdicar esforços em um sinal com artefatos demais para ser propriamente analisado.

Já em 1996, na "Bíblia" da VFC, de autoria da Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, existia a discussão sobre o efeito dos artefatos do sinal nas medidas e sobre os métodos mais adequados para tratá-los, conforme o trecho traduzido livremente:

"Batimentos ectópicos, eventos arrítmicos, dados faltantes e efeitos de ruído podem alterar a estimativa da densidade espectral de potência (PSD) da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). A interpolação adequada (ou regressão linear ou algoritmos similares) dos batimentos precedentes/sucessivos no sinal de VFC ou em sua função de autocorrelação pode diminuir esse erro." [1]

E também em 2012 por M. A. Peltola, em seu estudo dedicado à edição de intervalos R-R na análise da VFC (traduzido livremente):

"São necessários métodos precisos de correção e edição de artefatos do intervalo R-R. É possível melhorar a qualidade dos resultados das análises de variabilidade da frequência cardíaca com uma edição cuidadosa e a escolha de métodos de edição apropriados. Diversos autores propuseram diferentes abordagens para lidar com batimentos ectópicos e outros artefatos. ... Existe apenas um consenso em relação à análise do espectro de potência da variabilidade da frequência cardíaca: na maioria dos estudos, os artefatos e batimentos ectópicos devem ser interpolados em vez de excluídos." [2]

Para o Neuro-MEP.NETω, a implementação de um meio para tratar tais batimentos indesejados ou artefatos em geral já está em andamento. Considerando o contexto do teste de VFC, a marcação e classificação não exigem tantas opções quanto um software dedicado à eletrocardiografia, mas ainda assim contará com os mesmos métodos para interpolação e cálculo de medidas importantes para a avaliação do sistema autonômico!

Referências:

[1] MALIK, M. et al. Heart rate variability: Standards of measurement, physiological interpretation, and clinical use. Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology. European Heart Journal, v. 17, n. 3, p. 354–381, 1 mar. 1996.

[2] PELTOLA, Mirja A. Role of editing of R–R intervals in the analysis of heart rate variability. Frontiers in Physiology, v. 3, 2012.



Enquanto algumas funcionalidades aqui descritas já estão disponíveis na versão release atual (versão de lançamento v4.5.3.7), como a 2ª, 3ª e 5ª, outras ainda estão em fase de testes na versão debug. Caso tenha interesse em avaliar essas novas funcionalidades através da versão debug, chame o nosso Suporte Técnico em nossa Central de Atendimento pelo WhatsApp oficial — +55 11 91576-7815.

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