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10 PADRÕES DE EEG EM PACIENTES EM COMA E SEU SIGNIFICADO

Atualizado: 14 de dez. de 2022

  • Os padrões de EEG em coma diferem dos padrões do sono

  • À medida que o coma se aprofunda muda o padrão do EEG, mas o modo como a progressão se estabelece é variável

  • A maior parte dos padrões é inespecífica, alguns tem valor prognóstico.

  • Consulte os Guidelines 2012 da ACNS para maiores detalhes em relação a cada padrão.

1) IRDA (Atividade rítmica delta intermitente): sinusoidal frontal (ou occipital em crianças), simétrica, síncrona, bloqueada por abertura ocular, geralmente aparece após a perda do alfa occipital. Alguma alteração de consciência.



2) GPDs contínuos a 2/s com morfologia trifásica: síncronas, frontais, com gradiente de fase AP. Paciente responsivo. Etiologia metabólica, estrutural, degenerativa ou hipertensão intracraniana. Nota: “onda trifásica” pode ter 2 fases. O que define é a fase negativa maior, que pode ser precedida e seguida por outras fases positivas menores.



3) Delta contínuo de alta voltagem: polimórfico, assíncrono, difuso, inicialmente atenuado por estimulação, com a progressão torna-se arreativo. Etiologia: metabólica ou estrutura envolvendo substância branca. Associado a pior prognóstico.



4) LPDs: atividade periódica de ondas agudas, espículas ou lentas, predominando sobre um hemisfério, monomórficas. Geralmente aparecem após lesões agudas.



5) GPDs contínuos < 1/s: OAs, espículas ou ondas lentas bilaterais. À medida que coma aprofunda, intervalo entre GPDs amplia e atividade entre eles reduz. Comum após anóxia ou infecção (Pan-encefalite esclerosante, Jacob-Creutzfelt).




6) Surto-supressão: à medida que o coma se aprofunda, aumenta a duração da “supressão” e reduz a do “surto”. Etiologias: encefalopatia anóxica, sedação, hipotermia.




7) Baixa voltagem (<20μV): persistente com ritmos teta e delta, arreativo (artefato de movimento após estimulação não caracteriza reatividade). Não confundir com EEG normal de baixa amplitude, que possui ritmos alfa e beta. Padrão associado a lesão cortical e subcortical severa. Geralmente evolui para estado vegetativo ou morte.



8) Inatividade elétrica cerebral em registro de 16 canais, distância dupla, impedância <10kΩ > 0,1kΩ, arreatividad, filtros 0.5 a 70Hz, sensibilidade 2 μV/div, artefatos de ECG e EMG não impedem diagnóstico, ruído do amplificador < 2μV. Descartar hipotermia ou sedação. Coma irreversível. Evolução para morte ou estado vegetativo.




9) Alfa coma: alfa de predomínio frontal em paciente em coma. Tende a surgir horas após o insulto. Quando relacionado a anoxia ou lesão estrutural geralmente o prognóstico é ruim. Não costuma ocorrer em crianças.



10) Spindle coma: fusos e elementos de estágios I a IV, porém sem sono REM. Complexos K à estimulação. Presença de fusos indica preservação funcional e bom prognóstico. Fusos diminuem à medida que o coma se aprofunda.



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